Porque você faz isso? Pra que me ligar só pra dar boa noite? Pra que dizer que eu sou o amor da sua vida e que você quer casar comigo? Pra que dizer que me ama se eu sei que não é verdade? Pra que me fazer chorar?
Quando eu choro por você, minhas lágrimas tem o gosto mais amargo que eu já senti em toda a minha vida. E esse gosto fica na minha boca como se eu tivesse comido alguma coisa estragada. Esse gosto é tão ruim que eu poderia me matar por causa dele. Esse gosto fica na boca, e aumenta e piora cada vez que eu choro por você.
O gosto amargo fica na minha boca, boca essa que é sua, que te pertence como meu coração te pertence. Tendo o meu coração, você pode fazer o que quiser de mim, até me machucar o quanto você quiser. Porque eu sei que no dia seguinte eu não vou estar inteira, mas a cada palavra que você me disser, meu coração vai se reconstruindo, e quando ele fica completo de novo, vem uma frase e acaba com ele de novo, e então caio nesse ciclo vicioso de ter que falar com você pra reconstruí-lo.
Essas feridas nunca ficam completamente saradas. Elas ficam cutucando e machucando todo dia. Cada hora vem uma e machuca, mas os machucados das outras ainda não melhoraram. E então meu coração vai ficando cada vez mais machucado, e cada vez mais inchado de amor. Amor esse que eu não posso tirar daqui, eu não tenho forças nem vontade de tirá-lo daqui. Eu acho que vou morrer com o meu coração inchado de amor. Acho que nunca vou conseguir melhorar dessa feridas que você causa e que me machucam um pouco mais a cada dia.
Mas eu espero que um dia você faça uma coisa muito ruim pra mim, mas muito ruim mesmo. Pra eu ser obrigada a tirar esse amor de dentro do coração. Eu espero que você diga que não me ama mais, que eu sou só um peso na sua vida, que você me quer fora da sua vida, que não quer me ver nunca mais, que não quer nunca mais falar comigo. Espero até que você diga que me odeia. Assim eu vou encher meu coração com outro sentimento. E eu espero que ele seja mais forte do que esse amor que vive aqui dentro hoje.
sábado, 29 de maio de 2010
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