sábado, 29 de maio de 2010

Porque você faz isso? Pra que me ligar só pra dar boa noite? Pra que dizer que eu sou o amor da sua vida e que você quer casar comigo? Pra que dizer que me ama se eu sei que não é verdade? Pra que me fazer chorar?
Quando eu choro por você, minhas lágrimas tem o gosto mais amargo que eu já senti em toda a minha vida. E esse gosto fica na minha boca como se eu tivesse comido alguma coisa estragada. Esse gosto é tão ruim que eu poderia me matar por causa dele. Esse gosto fica na boca, e aumenta e piora cada vez que eu choro por você.
O gosto amargo fica na minha boca, boca essa que é sua, que te pertence como meu coração te pertence. Tendo o meu coração, você pode fazer o que quiser de mim, até me machucar o quanto você quiser. Porque eu sei que no dia seguinte eu não vou estar inteira, mas a cada palavra que você me disser, meu coração vai se reconstruindo, e quando ele fica completo de novo, vem uma frase e acaba com ele de novo, e então caio nesse ciclo vicioso de ter que falar com você pra reconstruí-lo.
Essas feridas nunca ficam completamente saradas. Elas ficam cutucando e machucando todo dia. Cada hora vem uma e machuca, mas os machucados das outras ainda não melhoraram. E então meu coração vai ficando cada vez mais machucado, e cada vez mais inchado de amor. Amor esse que eu não posso tirar daqui, eu não tenho forças nem vontade de tirá-lo daqui. Eu acho que vou morrer com o meu coração inchado de amor. Acho que nunca vou conseguir melhorar dessa feridas que você causa e que me machucam um pouco mais a cada dia.
Mas eu espero que um dia você faça uma coisa muito ruim pra mim, mas muito ruim mesmo. Pra eu ser obrigada a tirar esse amor de dentro do coração. Eu espero que você diga que não me ama mais, que eu sou só um peso na sua vida, que você me quer fora da sua vida, que não quer me ver nunca mais, que não quer nunca mais falar comigo. Espero até que você diga que me odeia. Assim eu vou encher meu coração com outro sentimento. E eu espero que ele seja mais forte do que esse amor que vive aqui dentro hoje.
Eu não vou te ligar. Não vou mais te procurar. Não vou mais falar com você. Não vou mais atrás de você. Não vou mais ser como eu era. Não vou mais fazer nada com relação a você.
E tudo isso por um simples motivo: não vai mudar nada.
Eu sei que tudo o que acontece na nossa vida tem uma razão. Mas porque a gente não sabe quais são essas razões? Porque eu tenho que ficar tentando adivinhar porque você apareceu pra mim? Porque eu tenho que ficar tentando adivinhar porque eu te amei? Porque eu tenho que ficar tentando adivinhar porque você não sente nada por mim enquanto eu daria minha vida por você?
Eu realmente espero que essa não-mudança tenha alguma razão. Mas tem que ser uma razão muito boa, que me faça entender de uma vez por todas porque isso tem que ser assim. Porque você tem que ser tão perfeita e porque eu tenho que gostar tanto de você.
O mundo gira. E muda. Muda constantemente, como se mudanças fossem normais pra ele. Você muda com ele, e eu mudo com ele. E, como eu já te disse, não entendo porque só uma coisa não quer mudar! Porque eu tenho que continuar gostando de você enquanto você ama outra. Porque eu tenho que continuar pensando em você e querendo você do meu lado enquanto você tá bebendo e se divertindo e não tá nem aí pra mim.
Apesar de querer entender, de tentar entender, eu sei que entender não vai mudar. Não vai ser porque eu vou entender o que acontece que você vai me amar. Não vai ser porque eu vou entender o que acontece que você vai vir correndo e vai me abraçar.
Eu amo você mais do que tudo nessa vida, mas queria te arrancar do meu coração, queria fazer uma mudança interna.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Sabe quando você percebe que não vai adiantar? Que nada, absolutamente nada do que você faça vai resolver? Pois é, eu percebi isso hoje.
Não vai ficar adiantando eu falar o quanto eu amo, o quanto ela me faz falta, o quanto ela me deixa louca quando bebe. Não vai resolver. Eu posso falar, posso sentir, posso amar, mas isso não vai trazê-la pra perto de mim. Ela nunca vai estar ao meu lado, nunca vai caminhar com os mesmos passos que eu. Só se nós resolvermos brincar de As Panteras.
Ela não me vê do jeito que eu a vejo. Não gosta de mim do jeito que eu gosto dela, não sente por mim o que eu sinto por ela. E o que eu vou fazer? Forçá-la? Não posso. Não tenho esse poder. Não tenho essa força, nem todo esse amor. Às vezes prefiro ficar apenas observando ela ser feliz por trás de algum arbusto a ficar correndo atrás dela e só me machucar.
Fico pensando se existe alguma, nem que seja a mais remota possibilidade de ela mudar, de ela voltar a ser o que era, de nós voltarmos a ser o que éramos, de o que ela sentia por mim voltar. Mas quanto mais eu penso, mais eu percebo que não vai acontecer, que nada vai voltar a ser como era. É uma pena. Eu tenho tanto amor pra dar pra ela! Tanta felicidade guardada em mim pra ela, tanto carinho só pra ela!
Mas não vai adiantar. Nada do que eu faça vai trazê-la pra mim.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

















Ontem me aconteceram coisas surreais. Parecia que o mundo estava de cabeça pra baixo, e junto com ele, minha vida. Não sei o que aconteceu.
Pela manhã, parecia que nada no meu dia poderia dar errado. Eu tenho as melhores amigas que alguém poderia ter. Eu posso chegar com cara de sono que elas dirão : olha a cara de sono dela! E darão risada, nunca me julgarão se eu estiver maquiada ou com olheiras do tamanho da cara. Não dirão que a minha roupa está feia ou que meu cabelo está bagunçado. Elas me fazem rir. Como só elas conseguem.
De tarde, minha felicidade vai começando a diminuir. A empresa da minha mãe é um saco. Todo mundo estressado e se matando porque uma planilha não deu certo, ou porque o cara não passou o cheque certo pra minha avó. Ou até porque a conta não está resultando no número desejado. E eu consigo adquirir toda aquela carga de estresse pra mim. Eu tenho esse poder. Consigo, mesmo sem querer, ficar estressada junto com todo mundo, por mais que meu dia pareça ser o mais perfeito.
E então a noite chega. A noite chega e eu não consigo evitar. Junto com a escuridão, sinto as estrelas aparecerem no céu e me contarem que minha vida nunca vai ser o que eu espero que ela seja. Malditas estrelas. Tinham que me lembrar disso toda noite quando resolvem me mostrar todo o seu brilho perfeito? Enfim, coisas aconteceram e me deixaram triste. Estou viciada em uma música que ilustra bem o meu momento e é muito mais do que triste. Não tem em descrição. E então ela.. Ela, a minha vida, meu porto seguro, minha felicidade, escreveu uma coisa que eu não esperava ler. Na verdade, eu esperava, mas queria que fosse pra mim, que em algum momento fosse pra mim, algum dia, algum segundo, que fosse. Eu eu sabia que ali, não era pra mim. Era pra ela, a menina que você tanto ama e pela qual daria sua vida. Eu fiquei mal. E você, como sempre, ficou preocupada.
De madrugada foi quase uma tortura. Por mensagem, descobri coisas que nunca imaginei que se passariam pela sua cabeça. Ficar comigo? Como assim? Pensar em mim sem motivo? Do nada? Como assim? Por incrível que pareça, fiquei feliz. Senti que a felicidade não estava tão distante. Senti a mesma coisa que senti quando te conheci. E eu sei que você lembra o que era. Eu só queria dizer que você é a minha vida. Que eu não sei viver sem você e que você é tudo o que eu tenho.
Opa, era um texto pra contar sobre o meu dia louco e acabou se tornando uma declaração. Se alguém ler, me perdoem. Eu prometo que nos próximos tentarei fazer alguma coisa com nexo e que vocês entendam.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Talvez a vida tenha alguma coisa muito melhor pra mim no futuro. Talvez um dia todo mundo que eu perdi volte pra mim. Talvez ainda nessa vida eu descubra o que é amizade de verdade, daquelas que você pode ligar às 4 da manhã chorando que a outra pessoa vai te escutar e te passar segurança. Talvez o destino te faça desistir desse namoro e apostar de novo em mim. Talvez, numa época muito distante de hoje, vou sentir a mesma felicidade que senti ao seu lado. Talvez a vida me leve pra você de novo. Talvez um dia você me queira pra você de novo, me queira como sua namorada, sua amante, sua amada. Talvez você vá me querer como sua mulher. Talvez, daqui muito tempo, eu possa ser inteira e feliz de novo.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Saudade não é o que a gente sente quando a pessoa vai embora. Seria muito simples acenar um 'tchau' e contentar-se com as memórias, com o passado. Saudade não é ausência. É a presença, é tentar viver no presente. É a cama ainda desarrumada, o par de copos ao lado da garrafa de vinho, é a escova de dentes ao lado da sua. Saudades são todas as coisas que estão lá para nos dizer que não, a pessoa não foi embora. Muito pelo contrário: ela ficou, e de lá não sai. A ausência ocupa espaço, ocupa tempo, ocupa a cabeça, até demais. E faz com que a gente invente coisas, nos leva para tão próximo da total loucura quanto é permitido, para alguém em cujo prontuário se lê "sadio". Ela faz a gente realmente acreditar que enlouquecemos. Ela nos deixa de cama, mesmo quando estamos fazendo todas as coisas do mundo. Todas e ao mesmo tempo. É o transtorno intermitente e perene de implorar por 'um pouco mais'. Saudade não é olhar pro lado e dizer "se foi". É olhar pro lado e perguntar "cadê?". 


Beeshop

domingo, 16 de maio de 2010

Eu estou cansada. Cansada de ser sempre eu, de ser sempre eu a dizer que te amo, de ser sempre eu a dizer que estou com saudade, de ser sempre eu a te procurar, de ser sempre eu a tentar voltar a falar com você. Estou cansada de correr atrás de uma coisa que eu sei que não vai dar certo, que no final vai voltar a ser como era no começo. Estou cansada de te procurar, de te implorar pra falar comigo, de sentir sua falta. Estou cansada de chorar por você, de sentir saudade, de te querer por perto, de te querer. Estou cansada de querer você pra mim, de querer você do meu lado, de querer falar com você todos os dias. Estou cansada de sentir alguma coisa por você, de sentir que posso te perder, de sentir que tudo o que a gente viveu pode se transformar em uma lembrança. Estou cansada de te amar. Mas de que adianta me cansar disso se eu sei que esse amor não tem poder pra morrer? Eu sei que não tem porque esse amor existir, não tem porque eu amar você, não tem porque eu sofrer e chorar por você. Eu sei que esse amor nunca vai ser mais do que um simples sentimento. Não tão simples assim, mas será pra sempre só um sentimento. Desde que eu te conheci você tem sido a minha vida. Mas eu estou cansada de sentir você, de amar você, mesmo sabendo que eu só vou te ter quando você quiser.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Eu acredito nas casualidades, nos encontros, nas passagens.
Nas conversas que temos, nas músicas que cantamos. No que somos e nunca deixamos de ser.
Eu acredito que podemos ser muito fortes, muito mais. Podemos ser como todos, e o tudo pode ser capaz.
Eu quero suas mãos, suas ideias e defeitos, que me ensine o seu jeito, enquanto aprende o meu.
Quero que faça sentido, que seja proibido, mas que entre nós todos não exista lei.
Quero ser tudo que tem graça, que tem gosto e da pra sentir.
Quero o que mais me da vontade, e quero vontade pra prosseguir.
Quero voar, mergulhar, morrer e matar a vontade de querer.



Esteban

terça-feira, 11 de maio de 2010

Eu acho que hoje eu queria poder te dizer “oi, eu não te amo mais.”. Eu acho que queria terminar com você, te deixar livre pra ser o que quiser, pra ficar com quem quiser. Eu acho que eu não queria mais ocupar seu coração, que eu não queria mais pensar em você todo dia ao tirar a cabeça do travesseiro e ao colocá-la no mesmo toda noite. Eu acho que eu queria te esquecer, acho que eu queria ter te deixado quando outro me fazia promessas de felicidade eterna, que eu queria que isso tivesse sido uma brincadeira. Eu acho que não queria ter feito tantos planos, ter sonhado tanto, te retomado meu sonho de casar. Eu acho que queria ter me aberto menos, ter falado muito menos, não ter feito você gostar de mim. Eu acho que não queria mais te amar.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A DOR QUE DÓI MAIS

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas. 
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.



Martha Medeiros

domingo, 9 de maio de 2010

Queria voltar para o lugar e o instante em que nos conhecemos. Aquela estação foi a mais perfeita, como a primavera mais colorida já existente. E foi ali, embaixo daquela árvore, que é a nossa única testemunha, que eu te conheci e onde nos beijamos pela primeira vez. Queria que todos aqueles sentimentos perfeitos voltassem, para eu me sentir completa e feliz novamente. Queria que as primaveras voltassem a ter aquela vastidão de cores que tinham naquele ano; que o inverno não fosse mais tão frio; que o sol do verão voltasse a ter aquela tonalidade rosa - alaranjado, como tinha naquele ano; e que no outono, por mais que as árvores não tivessem flores, frutos ou folhas, continuassem lindas como eram naquele ano. Queria que tudo voltasse a ser como era antes, que eu voltasse a ser como era antes, que você voltasse a ser como era antes, que nós pudéssemos ser nós dois outra vez. Eu sei que isso é impossível. Tudo mudou. Desde a cor da água do mar até a cor da neve, que se tornou turva depois que você foi embora. Mas a minha esperança ainda não morreu. Eu ainda creio em nós, e no que nós temos.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Eu estou aqui, sentada, meu cigarro queima apoiado no cinzeiro. E eu sinto a sua falta. Sinto falta de você, do seu jeito, seu sorriso, seus olhos, seu toque e seus beijos. Sinto falta dos nossos momentos, das nossas conversas, das nossas risadas e dos nossos olhares. Sinto falta de você me chamando de pequena, me dizendo que me ama e que sente saudade. Sinto falta do que nós éramos.
Não que algum dia nós tenhamos sido alguma coisa a mais do que amigos, mas eu sinto falta do que nós tínhamos. E eu sei que nós nunca voltaremos a ter ou ser alguma coisa. Porque você mudou, eu mudei. Você não é mais o mesmo de antes. Agora você gosta de outras coisas, sai para outros lugares e nós nem nos falamos direito mais. No final, a única coisa que continuou intacta é a minha vontade de você, e a saudade que eu sinto do seu jeito de antes.

terça-feira, 4 de maio de 2010



Eu estava sentada em minha cama, olhando para o teto e tentando não deixar as lágrimas que embaçavam meu olhar caírem. Estava tentando pensar em alguma música que não me lembrassem você para eu cantar enquanto tudo acontecia. Estava pensando em te escrever alguma coisa, em escrever o que eu estava sentindo naquele momento. E então, o inevitável aconteceu. Meu olhar baixou, e uma lágrima, aquela insistente lágrima caiu, molhando minha face e me fazendo sentir o gosto salgado da tristeza.
E então surgiu em minha mente uma música. Não apenas uma música, mas a nossa música. E então um texto começou a ser formado em minha cabeça. Esse texto que escrevo agora. Esse texto tão triste que só pode ser escrito pela mais infeliz das criaturas, que é como eu me sinto agora. Depois da lágrima, meu olhar também caiu, e parou em você. Te olhei, com a porta do meu quarto aberta, parado e se encostando no batente, e percebi que você também chorava. Menos que eu, bem menos, mas chorava. Quase podia ouvir suas lágrimas escorrendo pelo seu rosto. Quase podia senti-las no meu rosto também.
Então você virou. Virou e me olhou. Vi suas lágrimas. E isso apertou ainda mais o meu coração. Não gosto de ver você chorando, nunca gostei. Mas você chorava. E meu impulso foi levantar da cama, te abraçar e dizer que tudo ia ficar bem. Mas me controlei. Me controlei quando percebi que você voltava. Voltava e vinha em minha direção. Seu rosto emanava tristeza e implorava perdão.
Não me mexi. Fiquei intacta onde me encontrava. Fiquei parada esperando sua reação, como se fosse me ajudar. Só aumentou minha aflição e nervosismo. Você sentou do meu lado, com a cabeça baixa e as lágrimas que insistiam em cair do seu olhar. Disse que se arrependia. Você me olhou, eu vi as lágrimas em seus olhos e não consegui mais me controlar. Te abracei tão forte! Queria te colocar dentro de mim pra você nunca mais sair. Sabia que isso era impossível, mas eu queria. E você me apertou. Me apertou contra o seu corpo como se quisesse a mesma coisa que eu, e então eu entendi.
Entendi que aquilo não tinha mais como continuar. Que era a hora de tomar uma decisão. Eu tinha duas opções. Te aceitar de volta e viver com a dúvida da fidelidade ou acabar pela milésima vez e ter que viver sem você, sem seu cheiro, seu sorriso, seus olhos, seus lábios e seus abraços. Te soltei um pouco e logo selei meus lábios nos seus. Não sei de onde eu tirei coragem para fazer isso, mas eu acho que eu precisava te sentir pela última vez. Ou pela primeira de novo. Te beijei como nunca havia beijado você antes. Esse beijo tinha um gosto diferente. Era salgado pelas nossas lágrimas que agora rolavam juntas, era amargo pela despedida que eu sabia que iria se seguir. Mas também era doce pelos sentimentos que emanavam dele, era doce pelo amor que ele carregava. E então eu parei. Parei de te beijar, parei de sentir seus lábios e suas mãos no meu rosto. Foi nesse momento que eu disse o que nunca achei que diria. Eu disse pra você ir embora. E você foi. Você levantou, foi até a porta, olhou mais uma vez para trás e eu pude ver seus lábios se mexendo e formando aquelas três palavras que seriam as últimas ditas diretamente para mim. Eu te amo, e se foi. Para nunca mais voltar a viver dentro de mim.

segunda-feira, 3 de maio de 2010



Não sei se palavras são suficientes para descrever essa confusão interna que me corrói. Na verdade, não sei nem se existem palavras que possam defini-la. Eu posso tentar escrever, mas nada do que eu escrevo parece ter sentido, nada do que eu escrevo parece ser bom o bastante, nada parece verdadeiro. Dessa confusão só eu sei, só eu entendo, só eu vivo. Sim, eu vivo de confusões constantes, vivo de confundir sentimentos, pessoas e situações. Sou feita de confusões, feita de palavras não ditas, sensações sentidas até demais, sentimentos não expressados, estrelas apagadas, amores mal resolvidos.
Como descrever esse boom de sensações, de sentimentos e sensações se nem eu mesma entendo? Não existem palavras. Não existe dicionário, língua ou letra capaz de explicar a confusão em que eu me encontro. Não há letreiro, cartaz ou carta capaz de sustentar essa confusão. Não há tempo nem espaço em que essa confusão possa ser inserida. Não há nada que possa descrever o que estou sentindo. Como posso estar explodindo ao mesmo tempo em que estou me recolhendo? Como posso estar amando ao mesmo tempo em que estou odiando? Como posso querer junto ao mesmo tempo em que quero afastado? Como posso sorrir ao mesmo tempo em que lágrimas insistem em rolar e molhar meus lábios que formam o sorriso que você tanto gosta? Eu sou uma perfeita confusão. Confusão essa que talvez nem eu entenda completamente.

domingo, 2 de maio de 2010

Eu espero que um dia eu entenda porque você mexe demais comigo hoje em dia. Porque quando eu penso demais em você, você aparece como se nunca tivesse sumido e eu me sinto feliz de uma hora para outra. Espero entender o que eu sinto, ou porque só você consegue me fazer sorrir quando o meu dia vai de mal a pior. Porque tem que ser você, porque é você, e porque sempre foi você.
Eu sei, você não faz mais parte de mim, da minha vida e do meu coração. Mas quando eu te vejo, sinto meu coração pulsar do mesmo jeito que queria sair do meu peito da primeira vez que te toquei. Você continua sendo o meu porto seguro, a minha vida, o meu chão, meu sol, minha lua e minhas estrelas. E é engraçado isso, depois de tudo o que eu passei, depois de tudo o que você me fez passar e sentir. Queria, no mínimo, ainda poder te dizer o que eu sinto, mas eu sei que não cabe mais, que não há mais tempo nem espaço, muito menos coração que agüente aquelas 3 palavras que eram tão normais algumas estações atrás. 
Sinto que meu coração está sufocado por não falar mais com você como falava antes, por não poder mais te dizer o que eu dizia. E, por incrível que pareça, e por mais que eu não queira aceitar, eu entendo que as coisas não são mais como antes. Nós não somos os mesmos de antes, os sentimentos não são os mesmos de antes, nossa vida não é a mesma de antes, nada é mais como antes. Nada. E isso me traz um pouco de tristeza. Porque tudo mudou. Mas mudou de um jeito que não me agrada, mudou de um jeito que me faz sofrer e chorar às vezes, quando eu estou de TPM ou quando eu me pego lendo algumas coisas que eu ainda guardo. Guardo porque me fizeram feliz, guardo porque mostram o mais puro dos sentimentos que já existiu, guardo porque são coisas que, quando escrevíamos, estávamos felizes, e isso me faz feliz. 
Apesar de aceitar certas coisas, de entender outras e acreditar em outras, por mais falsas que sejam, eu ainda queria entender o que você fez comigo.

sábado, 1 de maio de 2010

Estrelas. Corpos celestes que habitam o céu à noite ao mesmo tempo em que vivem no imaginário fantasioso de adolescentes apaixonados. Pra mim, estrelas são muito mais do que isso. Estrelas são felicidade, são sentimento, são paixão, amor, ódio, indiferença, compaixão. Uma estrela no céu, por mínima que seja, pra mim, traz consigo todos esses significados misturados e fundidos em um só. Em um corpo só, em um brilho só.
Quando eu olhava para o céu, via felicidade, via amor, paixão. Elas brilhavam muito mais do que hoje, brilhavam um brilho que nada poderia apagar. Nada. Hoje em dia, dou sorte quando uma aparece no céu. E, se ela aparece, eu enxergo tristeza, dor, sofrimento, crescimento e amor. Todos esses sentimentos juntos em um brilho, em uma estrela, em um corpo, em um coração. A vida é assim, por mais que eu não queira aceitar, as coisas terminam porque tem que terminar, porque são insuficientes por si próprias. Precisariam de mais alguma coisa para ser eternas. Hoje eu entendo que quando nós dizíamos o tão famoso ‘pra sempre’, tínhamos consciência de que um dia iria acabar. Nossa situação era complicada, complexa e difícil. Conseguimos nos salvar de alguns invernos. Juntos. E hoje, o inverno é frio e triste, com as árvores sem flores e frutos, cobertas de neve branca que me lembra o brilho das estrelas, tão branco quanto.
Hoje, evito olhar o céu. Na verdade, hoje eu até consigo olhar sem derramar lágrimas. Não que elas não apareçam. Aparecem e muito. Meu olhar fica embaçado, não consigo enxergar as estrelas direito devido a isso. Mas não caem. Não que eu não queira, elas não querem. O que é bom pra mim, de certa forma. Chorar não iria te trazer de volta. Assim como escrever o que eu escrevo não vai. Mas as estrelas continuam lá, se eu quiser olhar para elas e sonhar com nós dois. Nada vai te trazer de volta, nem chorar, nem escrever. Mas as estrelas me transportam para mais perto de você. Como se eu quase pudesse te tocar. Como se eu quase pudesse te ver na minha frente, implorando pelo meu amor. As estrelas são as minhas companheiras na solidão. As sinto tão solitárias quanto eu. Num mundo cheio de coisas ruins, as estrelas são o meu porto-seguro, pois me lembram de invernos em que nada de ruim ocorria, nada de mal me acontecia, nada podia me afetar. As estrelas continuam lá, para quem quiser olhar, para quem quiser sonhar, quem quiser lembrar, quem quiser amar.