segunda-feira, 3 de maio de 2010



Não sei se palavras são suficientes para descrever essa confusão interna que me corrói. Na verdade, não sei nem se existem palavras que possam defini-la. Eu posso tentar escrever, mas nada do que eu escrevo parece ter sentido, nada do que eu escrevo parece ser bom o bastante, nada parece verdadeiro. Dessa confusão só eu sei, só eu entendo, só eu vivo. Sim, eu vivo de confusões constantes, vivo de confundir sentimentos, pessoas e situações. Sou feita de confusões, feita de palavras não ditas, sensações sentidas até demais, sentimentos não expressados, estrelas apagadas, amores mal resolvidos.
Como descrever esse boom de sensações, de sentimentos e sensações se nem eu mesma entendo? Não existem palavras. Não existe dicionário, língua ou letra capaz de explicar a confusão em que eu me encontro. Não há letreiro, cartaz ou carta capaz de sustentar essa confusão. Não há tempo nem espaço em que essa confusão possa ser inserida. Não há nada que possa descrever o que estou sentindo. Como posso estar explodindo ao mesmo tempo em que estou me recolhendo? Como posso estar amando ao mesmo tempo em que estou odiando? Como posso querer junto ao mesmo tempo em que quero afastado? Como posso sorrir ao mesmo tempo em que lágrimas insistem em rolar e molhar meus lábios que formam o sorriso que você tanto gosta? Eu sou uma perfeita confusão. Confusão essa que talvez nem eu entenda completamente.

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